PARA O SUCESSO DA ADECO

Estamos conscientes de que é indispensável a convergência de vários factores e vontades e uma atitude positiva para que uma associação como a ADECO singre e atinja um nível satisfatório de concretização dos seus objectivos, fazendo da protecção eficaz dos consumidores uma realidade na nossa sociedade. Vejamos brevemente alguns desses factores.
É notória a persistência entre nós de um défice de consciência associativista, que é a principal causa do enfraquecimento e, mesmo, do desaparecimento precoce de muitas iniciativas válidas de associação. Este défice manifesta-se, sobretudo, de duas formas: por um lado, membros dos corpos sociais, em especial, da Direcção, o órgão que tem a função essencial de organizar e coordenar toda a actividade duma associação, vão-se afastando de forma gradual das responsabilidades que, voluntariamente, assumiram, sobrecarregando um escasso número dos chamados “carolas”, que, em muitos casos, sentindo-se impotentes, acabam por também baixar os braços; por outro lado, a maioria dos associados mantém uma atitude passiva e acrítica, só se insurgindo quando o estado das coisas se torna irremediável, esquecendo-se de que uma associação não é uma entidade exterior aos associados, mas sim o conjunto dinâmico destes. Para que estas situações negativas não venham a atingir a ADECO, impõe-se, portanto, que todos os membros da associação assumam e cumpram os compromissos que aceitaram.
Também, os consumidores em geral terão de ganhar consciência da sua posição fundamental na vida económica e social do país e de que devem ser os defensores essenciais dos seus próprios direitos e interesses legítimos, individualmente ou em associação.
Por sua vez, o Estado e as autarquias locais precisam de considerar as associações, particularmente as de consumidores como a ADECO, parceiras importantes na luta para o bem-estar das populações, apoiando a sua criação e o seu funcionamento, aliás, no cumprimento de obrigações prescritas na Constituição e em diversa legislação, esperando-se a mesma atitude de outras entidades públicas e privadas.
Aos serviços públicos de rádio e televisão cabe um papel relevante na promoção dos direitos dos consumidores, enquanto os outros órgãos de comunicação, públicos e privados, não podem alhear-se de uma questão que a todos diz respeito.
Os fornecedores de bens e serviços que, para além do objectivo legítimo do lucro, têm uma função social importante, deverão encarar as associações de consumidores não como adversárias, mas antes como partes numa relação legalmente estabelecida, com determinados interesses diferentes dos deles, que, às vezes, poderão colidir, sendo, nesse caso, preferíveis a prevenção e a concertação ao conflito. Aliás, esses fornecedores de bens e serviços são também, em diferentes situações, consumidores, desde que se verifiquem os requisitos indispensáveis a uma relação de consumo.
Satisfeitos estes e outros pressupostos, a ADECO poderá cumprir cada vez com mais sucesso a sua missão cívica e de solidariedade, a bem dos consumidores, isto é, de todos.

ROMAR

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